Preço de uma redação!

A comunicação hoje felizmente é feita por vários emissores e não somente por alguns, detentores do direito de informar indivíduos. Em resumo, são muitos para muitos no processo comunicativo, deferente de décadas anteriores, de poucos para muitos

Mídia – Nas últimas semanas, diante dos escândalos políticos, estão evidentes as denúncias de relações envolvendo grupos empresariais, mídia, jornalista e política. Na verdade ninguém tem dúvidas sobre as trocas de informações nestes espaços, os quais dependem um do outro para a informação e desenvolvimento, entretanto, em muitos casos, o normal atravessa o limite e escamba para o imoral. Como exemplo as críticas que vem sendo feitas empresa de comunicação paulista, mas que não fica somente nesta cifra.

O jornalista seguindo a linha definida pela empresa se vê obrigado a tratar com mais zelo determinados temas e esquecer outros, mesmo que contra a seus valores profissionais – aqui há exceções, embora não é regra, evidentemente.

Assim, surge a pergunta: quanto custa a linha editorial de uma grande revista, de um jornal? Maneira pela qual, o mundo político pega fogo, e se observa apenas o “lado bom” dos fatos – outros evitam a opinião reveladora. Como resultado um mundo do caos na realidade e outro da tranquilidade, da prosperidade – da ficção estratégica. A rigor, o que não é publicado pela mídia, entende-se, não é de conhecimento público. Análise que desconhece a dinâmica de uma sociedade com tecnologias da informação.

A autocensura torna-se perigosa tanto quanto a censura de governo autoritário, que ainda se mantém em países atrasados politicamente. Pode parecer estranho, mas o desenvolvimento econômico e social dependem uma comunidade esclarecida dos fatos de lhe dizem respeito, que permite a tomada de decisão, cuja sociedade se organiza para formar a chamada opinião pública – se for o caso exigir posicionamento político de seus líderes eleitos.

Como ao longo do tempo a realidade escondida aparece com evidencia, notoriamente haverá desprestígio da empresa de comunicação, que submete a linha editorial aos interesses políticos escusos, somente. O que torna o valor negociado interessando, ou no mínimo inevitável para a sobrevivência de uma empresa – se a questão é apenas econômica.

A comunicação hoje felizmente é feita por vários emissores e não somente por alguns, detentores do direito de informar indivíduos. Em resumo, são muitos para muitos no processo comunicativo, deferente de décadas anteriores, de poucos para muitos.

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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