Governo boliviano acusa senador de oposição de plantar notícia na Veja

VIOMUNDO

Veja é considerada um “fenômeno” dentro do jornalismo latino-americano pela forma como apresenta suas reportagens, em sua opinião, “escandalosos e sem nenhuma base ou rigor jornalístico. Segundo ela, a ”Veja é o modelo e o exemplo de antijornalismo, de como se pode escrever sem nenhuma fonte.”

O governo boliviano anunciou nesta segunda-feira (09/07) que processará a revista Veja, após texto da publicação apontar suposto envolvimento do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, com um narcotraficante brasileiro. A revista brasileira indicou — baseada em relatórios de inteligência da polícia boliviana não identificados — que o criminoso havia se reunido com Quintana em 2010 na cidade boliviana de Santa Cruz (leste) quando este era diretor da Ademaf.

“O governo anunciou a sua decisão de processar a revista Veja para que prove as afirmações contidas em um artigo que consideramos difamantes contra autoridades do governo”, afirmou a ministra de Comunicação, Amanda Dávila, segundo o portal de notícias governamental ABI (Agência Boliviana  de Informação).

“Será aberto um processo penal contra a revista pela forma insidiosa e  infame com que publicou um artigo que não tem pé nem cabeça, que se baseia em um suposto informe da polícia, mas que na realidade foi orquestrado por Roger Pinto (senador opositor) e todos seus apoios no Brasil”, completou a ministra.

O Ministério da Comunicação ressaltou que a Veja publicou um artigo que “envolve o ministro da Presidência boliviana, Juan Ramón Quintana, e a diretora da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças (Ademaf) em Beni, Jessica Jordán, com o narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho”.

A ministra ainda comentou que a Veja é considerada um “fenômeno” dentro do jornalismo latino-americano pela forma como apresenta suas reportagens, em sua opinião, “escandalosos e sem nenhuma base ou rigor jornalístico. Segundo ela, a ”Veja é o modelo e o exemplo de antijornalismo, de como se pode escrever sem nenhuma fonte.”

Quintana, colaborador próximo do presidente Evo Morales, até agora não fez comentários a respeito. Segundo dados das Nações Unidas, a Bolívia é o terceiro produtor mundial de cocaína, depois de Peru e Colômbia, e boa parte de sua produção chega aos mercados brasileiros e europeus.

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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