Diretor de Istoé diz que não o chamariam de “chapa branca” se ‘tivesse a mesma avaliação do governo Fernando Henrique Cardoso’

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Diretor da sucursal da IstoÉ em Brasília, Paulo Moreira Leite publicou nessa segunda-feira, 22, o texto “Mito do jornalismo chapa branca” em sua coluna na versão online da revista, em que se defende das críticas que tem recebido dos leitores.

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PML:”O debate sobre ‘chapa branca’ sempre surge a partir de vozes que pretendem desqualificar interlocutores que têm outra visão do país e seus problemas” (Imagem: Divulgação)

Segundo ele, ser considerado um blogueiro chapa branca acontece em função de fazer uma avaliação positiva do governo Lula. “Essas mesmas pessoas não me chamariam de “chapa branca” se eu tivesse a mesma avaliação do governo Fernando Henrique Cardoso – ou mesmo da gestão do PSDB em São Paulo. Tentariam desqualificar argumentos, rebaixar uma discussão que é acima de tudo política, pois envolve valores e prioridades nas políticas públicas? Claro que não”, publicou.

Para explicar o uso do termo chapa branca, Moreira Leite resgata em seu texto o posicionamento de alguns veículos e jornalistas em momentos históricos, como o Golpe Militar. Ele relata que a maioria dos jornais faziam oposição ao governo de João Goulart , sendo o diário ‘Última Hora’ favorável. “No 31 de março, todos estavam alinhados com o golpe militar que atirou o Brasil numa ditadura de 21 anos. Quem estava certo?”, questionou.

Como relata Moreira Leite, Millor Fernandes encorajou os jornalistas ao declarar que “Imprensa é oposição. O resto é secos e molhados” durante a ditadura militar. “É preciso ser oposição, sempre, sob o risco de comprometer o bom jornalismo?”, pondera o blogueiro.

Para o jornalista, Fernando Henrique Cardoso sempre seria melhor tratado pela maioria dos veículos do que Lula ou Dilma. “Isso porque, do ponto de vista político, ele representava opções que os donos e executivos dos meios de comunicação consideravam mais adequadas ao país. FHC foi alvo, sim, de jornalistas interessados em apurar as mazelas de seu governo. Mas havia limites a este espírito crítico”, esclareceu.

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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