Empresas de Jornalismo em busca de solução para mercado de comunicação

Folha de S. Paulo

Evento debate modelos de negócios em jornalismo

Diferentes formas de narrativas em plataformas eletrônicas dominaram o 1º Festival Piauí

Os novos modelos de negócios em empresas de comunicação e as diferentes formas de narrativa em plataformas eletrônicas dominaram as discussões nos dois dias do 1° Festival Piauí de Jornalismo, encerrado neste domingo (16), em São Paulo.

O evento reuniu oito experiências estrangeiras do jornalismo contemporâneo. Entre os convidados estavam Stephen Engelberg, editor-chefe do site de jornalismo investigativo norte-americano “ProPublica”, Pam McCarthy, editora-adjunta da revista “New Yorker” e Carlos Dada, fundador do jornal eletrônico “El Faro”, de El Salvador.

As respostas sobre o financiamento de novas publicações foram bastante variadas, desde a venda de software para uso de outras publicações, como o site “Atavist”, especializado em narrativas longas, até doações, caso do “ProPublica”.

Em sua apresentação no domingo, Engelberg disse que o “ProPublica” tem um orçamento anual de US$ 12 milhões, provenientes principalmente de fundações. Mas o site também obtém recursos por meio de parcerias com meios tradicionais, como o “New York Times”, em uma reportagem que ganhou um Pullitzer, prêmio de jornalismo mais importante nos EUA.

Segundo Engelberg, o site aposta em investigações de longa duração feitas por jornalistas experientes e com orçamento alto –uma reportagem sobre os efeitos de um medicamento levou dois anos e custou US$ 750 mil.

Com isso, diz o ex-repórter da “Times”, o “ProPublica” preenche o espaço deixado pela diminuição do jornalismo investigativo na imprensa tradicional por causa dos cortes no orçamento e de pessoal.

No caso do “Atavist”, Evan Ratliff, um dos fundadores, explicou que a publicação veicula apenas uma grande reportagem por mês, contradizendo a tendência de textos curtos na internet.

Ratliff afirmou que a principal fonte de renda do site é a venda do software “Creatavist”, que facilita a edição e a publicação na internet de reportagens usando recursos multimídia.

Sem revelar números, Ratliff admitiu que, após quatro anos de existência, ainda estão “financeiramente desequilibrados”. Mas demonstrou otimismo ao se dirigir a estudantes na plateia sobre o futuro do jornalismo.

“Vocês deveriam começar alguma coisa que outras pessoas querem que exista no mundo. E se há pessoas em número suficiente e vocês as encontram, a ideia pode funcionar”.

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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