CRISE DO JORNALISMO NEOLIBERAL

nodebate – Os acontecimentos políticos dos últimos meses têm pelo menos um ponto importante, diante da crise que atinge os brasileiros, sobretudo, aqueles que vivem a duras penas, na dependência de uma economia centralizada em algumas mãos, de um capitalismo financeiro excludente. As empresas de comunicação brasileiras mostram sua ideologia política, ao defender abertamente o mercado financeiro global. Fundamental observar que retoma, em outras abordagens, a discussão sobre a dependência do Brasil sobre o capitalismo dos grandes centros Econômicos.

A viagem do presidente dos Estados Unidos na América Latina não deixa dúvida sobre a segurança do país do norte do aumento do poder sobre a região, A começar por Cuba, que historicamente se posicionou contra os domínios estadunidenses, agora inicia processo de abertura de mercados, sem fronteiras para o mundo financeiro, com transformação cultural para uma proposta vigorosa de pensamento homogêneo e único.

Na Argentina com Maricio Macri emerge, de fato, a política neoliberal em avançado processo, no país, sem mascaras ou sombras. No final, forte onda dos mercados globalizados define suas políticas nas regiões “periféricas”, tão sonhada que chega, embora tardiamente. Não há menor dúvida a importância, para a aceitação política do modelo global da Argentina, dos jornais Clarin e La Nación. Evidentemente, de tantos outros jornais globais que chegam às margens do mundo, na periferia – nada a ver com territorialidade, mas prevalece o fator econômico – da Europa, Ásia e os Estados Unidos, na América do Norte.

O Brasil caminha nesta mesma direção com a força de sua neoliberal mídia, que então mostra a ideologia, a do modelo dos afortunados centros financeiros. Antes, havia até mesmo alguns slogans que demonstravam relação com o público, como é o caso da Folha, “o Jornal de rabo preso com o leitor”. Nos dias que passam, certamente o jornalismo cede espaço para a ideologia de empresa. Uma pena, pois por certo não haverá democracia, sem uma sociedade informada.

Portanto, a crise do jornalismo está em curso. No final, esperamos que saia fortalecido, em razão da participação de muitos profissionais, os quais organizados parecem demonstrar a necessidade de mudanças.
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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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