Resposta do PT à Veja

Veja

Direito de resposta

VEJA veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 – ano 47 – nº 44 – de 29 de outubro de 2014.

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.

Censura dupla

Folha de S. Paulo

Marina Silva

Os modelos de governança afastados da sociedade e de suas mudanças dinâmicas levam os países aos becos sem saída das escolhas econômicas, sociais e ambientais equivocadas. A superação das crises depende cada vez mais da ampliação e aprofundamento da democracia.

Quem percebe isso acompanha com apreensão as tentativas de controlar a internet, situadas entre dois extremos: o controle estatal rígido –a censura política– e os privilégios de mercado para quem comercializa o acesso –a censura econômica. Ambos reduzem as possibilidades de ampliação da democracia e aprofundam a crise que balança a civilização.

No Brasil, o debate sobre o chamado Marco Civil da Internet tem avanços e retrocessos. O que se decide é a nossa liberdade de comunicação e direito à informação, incluindo os critérios de cobrança para acesso aos serviços –e ainda o que as empresas e governos poderão fazer com os nossos dados.

O projeto que está no Congresso Nacional reflete avanços e retrocessos. É resultado de um amplo processo colaborativo, iniciado em 2009 pelo Ministério da Justiça, em que participaram autoridades públicas, cientistas, ONGs, internautas, ativistas da internet.

A construção democrática da proposta, pouco comum em assuntos estratégicos, chamou a atenção do mundo todo. Só uma lógica da “oposição pela oposição”, que só vê defeitos em tudo o que o governo faz, pode desconhecer as evidentes qualidades do projeto.

No Parlamento, a força dos lobbies se fez sentir. Empresas querem cobrar pacotes diferenciados e separar o acesso segundo o preço, como se a internet fosse um canal de televisão pay-per-view. E o governo aproveita para inserir seu desejo de controlar a rede com a desculpa de combater a espionagem.

Agora o Marco Civil foi sequestrado pelo “blocão”, em mais um “telecatch” entre o governo e sua base parlamentar. O acesso e uso democrático da internet fica sob ameaça: depende, como vários outras questões estratégicas, de uma governabilidade torta, feita com distribuição de cargos e verbas, emendas e ministérios. Esse atraso só não é evidente na lógica da “situação pela situação”, que só vê qualidades em tudo o que o governo faz, mesmo onde os defeitos saltam à vista.

É preciso ter uma posição clara em defesa da democracia e da sociedade. Diversas organizações civis pedem que o projeto volte à pauta do Congresso. O compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, lidera uma campanha de assinaturas nesse sentido.

Todos devemos entrar no debate para evitar que o exacerbado desejo de controle suplante a democracia. Precisamos tirar nossos direitos do varejo fisiológico e inscrevê-los nos ativos futuros da boa política.

MARINA SILVA escreve às sextas-feiras nesta coluna.

Política da informação

Nodebate – No ano eleitoral parece evidente o endurecimento da mídia contra o governo de Dilma Rousseff (PT), com matérias que, se observadas atentamente, desgastam a gestão federal. Embora não seja toda a mídia brasileira, mas parte da chamada grande mídia, define pautas com ênfase para assuntos negativos, que recebem mais tempo e de maneira repetitiva, como é caso do mensalão petista (e não com o seu similar, o mensalão tucano), gastos com energia elétrica, hospedagem em hotéis da presidente, obras da copa.

No mundo há um acirramento do debate em torno de uma crise de poder dos Estados Unidos e Europa, que seriam os responsáveis pela chamada ordem social global. Diante disso, pode estar alguma forma gera resistência aos movimentos políticos voltados para o maior poder do Estado do bem-estar-social, como alguns grupos midiáticos acreditam ser o caminho para o atraso econômico e social. Assim, a propaganda para mudanças da política aos diversos países da América Latina, como o Brasil – embora sendo um governo que defende o conservadorismo capitalista.

Certamente desaconselhável acreditar que as redações não devam ser politizadas, muito ao contrário. Preferível ler um jornal com ampla discussão política e posicionamentos com visão aprofundadas sobre as ideologias partidárias. Porém, o jornalismo não pode se comportar como partidos políticos, delimitando parceiros e inimigos. A busca da informação com zelo pela ética, torna-se indispensável. Afinal, a liberdade está na condição de escolha do eleitor e de ser bem informado.

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