Adolescentes perdem interesse pelo Facebook, segundo novo estudo

Globovision

Los adolescentes pierden el interés por Facebook, según un nuevo estudio

Facebook está perdiendo terreno entre los adolescentes, según un reciente estudio en Estados Unidos. La red social cuenta con 3 millones menos de adolescentes que en 2011, lo que supone una caída del 25%.

Así lo ha revelado un estudio de iStrategyLabs, que también destaca que los usuarios de más de 55 años han aumentado en un 80,4 por ciento desde 2011 hasta 2013.

Las cifras se han tomado del servicio de publicidad de Facebook en el que la red social da datos para anunciantes. La información revela que el nivel de adopción entre usuarios estadounidenses de 13 a 24 años está bajando, en especial en el tramo de edad que va hasta los 17 años.

El director financiero de Facebook ya admitió en octubre que la página está viviendo un descenso del uso diario entre los más jóvenes. No obstante, Facebook sigue siendo una de las más populares entre los adolescentes.

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O Facebook e a máquina de escrever

Folha de S. Paulo

Marcelo Tas

A mídia antiga foi empurrada para a revolução digital. É hora de nos desapegarmos de falsos dilemas e reinventarmos o jornalismo

Minha primeira vez na Redação da Folha coincidiu com a chegada dos computadores.

Até então, o ambiente era dominado pelas máquinas de escrever e pela fumaça dos cigarros.

Fui testemunha ocular da rejeição instantânea de alguns colegas à novidade tecnológica.

Uns profetizavam que a chegada das “máquinas silenciosas com monitores parecidos com os de TV” era um sinal do fim do jornalismo. Outros se agarravam nostálgicos às suas Olivettis como náufragos diante de uma boia no convés do Titanic.

Temo que o atual debate “jornalismo convencional x redes sociais”, da forma como tem sido conduzido nesta Folha, repete o falso dilema “computador x máquina de escrever”. A comparação entre ferramentas diferentes, somada à confusão entre ferramenta e usuário, conduz a conclusões distorcidas.

A mudança central que computadores trouxeram ao jornalismo foi conectar os profissionais na Redação e, depois, fora delas. As informações passaram a ser compartilhadas em tempo real, flexibilizando as decisões editoriais e os prazos de fechamento.

Era o início tímido da aceleração espantosa que experimentamos hoje na publicação das notícias na era das redes sociais.

Já as redes sociais não representam uma mudança de hardware, mas de software. Na história da comunicação, a transmissão da informação sempre foi unidirecional.

Na revolução digital, as redes sociais subverteram esse fluxo. Leitores não querem mais ser só leitores. Querem também publicar, criticar, influenciar. Substitua leitores por telespectadores, ouvintes, empresas, consumidores, alunos, professores, chefes, funcionários, pais, filhos, torcedores, clubes de futebol e sinta o tamanho da encrenca.

Depois das manifestações de junho, a Folha passou a ser enfática em criticar as redes sociais. Em um editorial, chegou a alertar: “É honesto reconhecer um aspecto corporativo nessas críticas”.

Não questiono a legitimidade das críticas, mesmo corporativas, e até concordo com algumas delas. O equívoco é como se fundamentam: na tentativa inglória de separação asséptica entre “jornalismo convencional” e redes sociais.

Sérgio Dávila, em “Cidadão Face”, coloca de um lado a “imprensa profissional” e do outro, a geração Movimento Passe Livre, que ele condena pelo uso do Facebook.

Na mesma coluna em que critica a Folha por “comer poeira” por não levar a sério denúncias surgidas na rede, a ombudsman pisa no mesmo tomate. Suzana Singer decreta que “no momento, blogs e redes sociais não têm capacidade para tomar o lugar da mídia convencional.”

Ora, blogs e redes sociais são apenas ferramentas, sem vida própria. Podem ser usadas bem ou mal, por profissionais ou amadores. Ao que me consta, esta Folha tem blogs e está nas redes sociais. Resta a pergunta: qual o significado, em 2013, da expressão “mídia convencional”?

Não é mera questão semântica. Quem pensa fazer parte da “mídia convencional” parece ainda acreditar na existência de um “leitor convencional”. Mesmo contra a vontade, a mídia antiga já foi empurrada para a revolução digital pelos seus próprios usuários. É hora de nos desapegarmos dos falsos dilemas e reinventarmos o jornalismo.

MARCELO TAS, 53, é jornalista e apresentador de TV

Facebook censura Folha na rede social

Folha de S. Paulo

O Facebook apagou ontem uma publicação na página oficial da Folha na rede (facebook.com/folhadesp). A postagem se referia a uma manifestação do Bloco de Luta pelo Transporte Público, que pede o passe livre, na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Os manifestantes, que ficaram acampados por oito dias e deixaram a Câmara na quinta, tiraram fotos nus no local.

Após a divulgação da reportagem no site da Folha, uma publicação com a foto dos manifestantes nus foi feita na página do jornal no Facebook às 15h40 de quinta. Ela foi apagada ontem, e o jornalista responsável teve sua conta na rede suspensa por 24 horas.

O mesmo conteúdo foi ao ar na página do jornal no Google+, rede social concorrente do Facebook, às 15h44 de ontem e não foi apagado.

Procurado, o Facebook disse que não comenta casos específicos e que a postagem permanecerá excluída.

Protestos contra a Rede Globo procupam políticos

Viomundo/Intervozes

Parceiros da Globo preocupados com o ato do dia 11 em SP

publicado em 8 de julho de 2013 às 19:13

do Intervozes, sobre o ato do dia 11, em São Paulo (aqui, a página do Facebook que convoca)

POR QUE UM ATO NA FRENTE DA GLOBO?

MONOPÓLIO

O cenário na televisão brasileira é de quase monopólio. Na TV aberta, a Globo controla 73% das verbas publicitárias, embora tenha 43% da audiência. A Globosat participa de 38 canais de TV por assinatura e tem poder de veto na definição dos canais da NET e da SKY, que juntas controlam 80% do mercado. No Rio de Janeiro, o grupo controla os principais jornais, TVs e rádios, situação que seria proibida nos Estados Unidos e em vários países da Europa, onde há regulação democrática da mídia.

#OcupeaMidia

PROMISCUIDADE POLÍTICA

Várias das afiliadas da Globo pelo Brasil são controladas por políticos de direita envolvidos em inúmeros escândalos. A família Sarney controla a TV Mirante (GLOBO) no Maranhão e Fernando Collor controla a Gazeta (GLOBO) em Alagoas. A Globo construiu seu império a partir da relação promíscua com o regime militar, que lhe garantiu o acesso a toda a estrutura da Telebrás e a expansão nacional do seu sinal.

#GloboSemBigode

#GloboSemCollor

CORRUPÇÃO

A corrupção é marca da Globo desde a fundação. Seu crescimento na década de 60 se deu a partir de um acordo técnico ilegal com o grupo Time-Life, que mereceu uma CPI, mas foi abafado. Recentemente, veio à tona uma operação fraudulenta da empresa para sonegar impostos na compra dos direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002. Além disso, a empresa vende espaços editoriais para divulgação de filmes e artistas, numa verdadeira grilagem eletrônica que a faz absorver recursos incentivados do cinema nacional.

MANIPULAÇÃO

A emissora opera como um partido político, direcionando o noticiário jornalístico a partir de suas opiniões conservadoras (seu ‘programa político’) e buscando definir a agenda pública a partir de entrevistados que têm visões alinhadas. A mudança na abordagem dos protestos simboliza bem a transição entre a deslegitimação e a tentativa de cooptação a partir de sua própria pauta. Momentos grosseiros de manipulação, como o das diretas já ou a eleição de Collor, ainda existem, mas perdem espaço para uma manipulação mais sutil, sofisticada e cotidiana.

A vez da mídia

Publicação: Folha de S. Paulo/Ilustrada

Marcelo Coelho

Partidos, Congresso, sindicatos, governantes –não há instituição democrática que não esteja sob o foco de críticas. Falta falar de outra instituição, a imprensa. Ou “a mídia”, como prefere dizer quem já se põe no campo de ataque.

Acho que há três pontos a destacar. Em primeiro lugar, a ideia de que as redes sociais, como o Facebook, aposentaram a mídia tradicional. De um ponto vista, faz sentido. De outro, não.

Claro que, graças ao Facebook, foi possível avaliar, por exemplo, se valeria ou não a pena participar da manifestação de segunda-feira passada, dia 17 de junho. Quanto mais adeptos no mundo virtual, mais se sente que o momento de passar à vida real já chegou.

Não é tão claro o raciocínio de que, com as redes, elimina-se a função dos jornais e das empresas de comunicação. Muito do que se compartilha no Facebook, em termos de notícia e opinião política, tem origem nos órgãos jornalísticos organizados, sejam impressos, audiovisuais ou da própria internet.

Passo com isso ao segundo ponto. Quem está protestando contra o pastor Feliciano, a PEC 37, Renan Calheiros, os gastos da Copa, e outros mil problemas, teve sua indignação despertada pelas notícias dos jornais e da TV.

São as reportagens de sempre, com sua rotina de sempre, que acumularam essa insatisfação contra o sistema político. E, se a mídia noticiou os casos de vandalismo, também foram indispensáveis para mostrar os abusos policiais.

A imprensa sai então glorificada dessas movimentações? Com toda evidência, não. Houve ataques contra emissoras de TV e contra repórteres respeitabilíssimos, como Caco Barcellos. Há mais.

Acredito que, graças à conquista de um poder de autoexpressão possibilitado pela internet, as pessoas que se manifestam nas ruas e nas redes se sentem mal representadas na mídia tradicional.

Em parte, a “crise de representação” que se verifica no caso de partidos e Congresso se reflete nas relações entre imprensa e cidadãos.

Existe a sensação, claro, de uma desigualdade de poder de fogo: grandes empresas de comunicação podem mais do que sites e blogs isolados.

Há também um abismo geracional. Incluo-me entre os que envelheceram. E olhe que à minha volta, nos chamados formadores de opinião, nos analistas, comentaristas, sociólogos, filósofos, urbanistas, técnicos e economistas que, sempre os mesmos, são os entrevistados nessa época, a maioria está na ativa desde que eu era criança…

Quando o pensador mais ousado e “irreverente” da Globo se chama Arnaldo Jabor, talvez seja o momento de uma autocrítica.

A alienação, o distanciamento entre a imprensa e os manifestantes se dá em outros níveis também. Ao voltarem-se contra governantes, as passeatas denunciam o contraste entre o mundo oficial, movido a discursos eleitorais, planilhas técnicas e blá-blá-blá de marqueteiros, e uma realidade cotidiana da qual todos se esquecem assim que assumem o poder.

É injusto dizer que um jornal como a Folha se esquece de apontar falhas na saúde, nos transportes e na educação. Ao contrário, isso é noticiado todo dia, com investigação e detalhe.

Mas, assim como os políticos só parecem acordar para o interesse público às vésperas da eleição, também os jornais concentram-se excessivamente, a meu ver, no calendário eleitoral. Não há dia –mesmo nestas últimas semanas– em que não saiam notícias sobre as movimentações de Aécio e Eduardo Campos, ao lado dos clássicos prognósticos de que Dilma vai se reeleger se a economia não piorar muito.

A rotina desse tipo de cobertura mata os jornais, e interessa a pouquíssimas pessoas. As próprias reportagens sobre corrupção e mazelas administrativas me parecem difíceis, chatíssimas de ler.

Há a obrigação de revelar dados, estatísticas etc., sem o que estaríamos retrocedendo a um jornalismo da Idade da Pedra. Ao mesmo tempo, acho que isso trouxe um risco de rotinização e tecnicalismo que afasta o leitor –e não adianta “emburrecer” a linguagem para trazê-lo de volta.

Chamo “emburrecer” o processo que leva à elaboração de boxes, por exemplo, dizendo “entenda o que é o mensalão”, “entenda o que é reforma política” ou coisa parecida. “Entenda, é sua última chance”…. Mas os manifestantes destes dias parecem estar entendendo mais do que se pensa.

Fotos de índias nuas em ritual são retiradas do ar por Facebook

Folha de S. Paulo

 

Duas fotos que retratam índias do Alto Xingu, em Mato Grosso, do documentário brasileiro “As Hiper Mulheres”, foram removidas da página do filme no Facebook sob alegação de violar a declaração de direitos e responsabilidades da empresa.

Para as fotos voltarem ao ar, a produtora do filme pôs tarjas pretas sobre os seios e órgãos genitais das índias.

O longa, dirigido por Leonardo Sette, Takumã Kuikuro e pelo antropólogo Carlos Fausto e premiado no Festival de Gramado, narra o “Jamurikumalu”, maior ritual feminino da tribo.

Segundo Fausto, do ponto de vista das índias, elas estão super vestidas e enfeitadas. “O ritual é extremamente afirmativo, trata de questões de gênero, música e sexualidade. Já do ponto de vista do Facebook, isso é pornografia. Eles só conseguem ver o nu, que é o mais banal”, diz.

O Ministério da Justiça utiliza vários critérios para definir a classificação indicativa de filmes e séries. Filmes com “nudez não erótica” são considerados livres de classificação indicativa. A pasta dá como exemplo um documentário que “mostra a realidade de uma tribo indígena onde as pessoas estão nuas.”

Por meio de sua assessoria, o Facebook afirmou que não comenta casos específicos. Sobre “nudez e pornografia”, nos padrões da comunidade da empresa, ela afirma: “(…) também impomos limitações na exibição de nudez. Almejamos respeitar o direito das pessoas de compartilhar conteúdo de importância pessoal, sejam fotos de uma escultura, como Davi de Michelangelo, ou fotos de família da amamentação de uma criança.”

 

 

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