Circulação de jornais cresce no Brasil

Folha de S. Paulo

A venda de jornais que custam até R$ 0,99 foi a que mais aumentou (5,1%). A comercialização dos jornais que custam entre R$ 1 e R$ 2 subiu 2,5%, e a dos de mais de R$ 2, 0,8%

 

Embora esta não seja uma realidade global o jornalismo tem o que comemorar: o aumento do interesse do leitor brasileiros pelos jornais impressos. A grande discussão é saber sobre o futuro do jornalismo de papel, diante do suporte on-line. De fato, a receita sobre o jornalismo na internet ainda é uma incógnita para as grandes empresas de comunicação do país. A reboque desta discussão a imprensa e o desejo da audiência das notícias cotidianamente.

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A circulação de jornais no Brasil aumentou 2,3%, em média, no primeiro semestre deste ano, informou o IVC (Instituto Verificador de Circulação). Conforme os dados desse período, foram consumidos em todo o país, em média diária, 4.543.755 jornais, maior número já registrado pelo IVC.

A presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Judith Brito, lembrou que a situação no Brasil é diferente em relação à dos países europeus e também à dos Estados Unidos.

“No Brasil, com a melhoria da renda média e a competência da indústria jornalística para conquistar leitores, o aumento na circulação dos jornais tem sido constante nos últimos anos”, disse.

Em 12 meses, as assinaturas cresceram 2,6%, praticamente a mesma variação da venda avulsa -2,7%. O diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira, também comemorou o crescimento no número de assinaturas de jornais do país.

“Representa um resultado muito bom, é a fidelidade de um leitor. É o que as empresas sempre buscam. É uma mostra de confiança dos leitores nos produtos que eles estão comprando”, afirmou o diretor-executivo da ANJ.

Nos números registrados pelo IVC, estão incluídas as versões digitais dos jornais. A venda de jornais que custam até R$ 0,99 foi a que mais aumentou (5,1%). A comercialização dos jornais que custam entre R$ 1 e R$ 2 subiu 2,5%, e a dos de mais de R$ 2, 0,8%.

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Escola para o jornalismo

Alguns veículos exageram, transformando suas páginas em apenas assessoria de governo. Uma lástima

Imprensa – Os brasileiros que se informam diariamente mantém uma questão que se arrasta por séculos: o jornalismo é realmente isento? Responde a jogo de interesses, principalmente nos campos político e econômico? A dificuldade da resposta está exatamente no sim e não, pois a imprensa deve buscar constantemente a ética, ou seja, tratar os fatos objetivamente, mesmo considerando a subjetividade do jornalista e empresa. No entanto, um meio de comunicação não sobrevive, nos dias atuais, sem recursos públicos e das empresas – sua fonte de renda.

Parece óbvio, mas nem sempre foi assim, em muitos casos, a imprensa viveu na dependência de partidos políticos. De fato, não é o caso dos dias contemporâneos, de mercado e riquezas capitalistas.

O mais importante, portanto, é saber que não é possível viver sem os meios de comunicação, diante de um mundo cada vez complexo e rápido. Entretanto, entender como se constituem a grandes imprensas é uma tarefa obrigatória do leitor/espectador/consumidor. No interior do Brasil, por exemplo, é consenso dos profissionais midiático a dificuldade de perseverar no setor sem verbas públicas, o que no final amarra linha editorial e políticos de plantão – nem sempre com interesses públicos, mas particulares.

Alguns representantes políticos, por seu turno, usam deste mecanismo para impedir o livre fluxo de informação que chega à população, e diz respeito às críticas contra o seu governo. Alguns veículos exageram, transformando suas páginas em apenas assessoria de governo. Uma lástima.

Mas e os grandes jornais, dos grandes centros econômicos? O esquema aí é outro: a relação se dá com a política, evidentemente, mas se relaciona profissionalmente com as grandes indústrias, empresas tradicionais e comércio, de onde saem os seus recursos. Desta forma, são ressalvados os interesses, o que tem reflexo no território político. A revista Veja, para citarmos apenas um exemplo, é emblemático, pois na sua defesa está o liberalismo econômico globalizado, o qual angula suas matérias, conforme a predisposição do mercado. Contudo, não se pode desprezar sua importância e capacidade para formar opinião. Deste modo que, insistimos, deve-se conhecer suas prerrogativas de relações.

Evidentemente que isso não ocorre em São Paulo e Rio de Janeiro, mas em Goiás, Brasil. Neste sentido, o pesquisador da comunicação Pedrinho Quareschi tem razão, toda criança deveria ter na escola uma disciplina que estudasse a mídia. Certamente, haveria mais participação e exigência dos direitos de consumidor e cidadão.

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