Morre Ruy Mesquita, de O Estado de S. Paulo

Estado de S. Paulo

 - Arquivo/EstadãoO jornalista Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S. Paulo, morreu nesta terça-feira às 20h40. “Dr. Ruy”, como era conhecido na redação, foi internado no dia 25 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um câncer na base da língua havia sido diagnosticado em abril.

Seguindo a tradição da família, Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do Estado. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. Presenciou o início da revolução em Cuba, nos anos 50, e foi homenageado pelos irmãos Castro. Depois, tornou-se crítico contumaz do regime.

Reuniu-se com militares antes do golpe de 1964, que apoiou, em nome da defesa da democracia, mas, assim como seu pai e seu irmão, também passou a criticar a ditadura. Os três lideraram uma das mais emblemáticas resistências à censura prévia, substituindo as reportagens cortadas por poemas e receitas.

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Jornal “O Estado” anuncia plano de reestruturação

Folha de S. Paulo

O jornal “O Estado de S. Paulo” anunciou ontem um plano de reestruturação, que inclui mudanças tanto na organização do conteúdo quanto nos processos industrial e de distribuição.

A partir do dia 22 de abril, o jornal circulará com três cadernos diários e um suplemento. Alguns suplementos virarão seções. Será lançado também um aplicativo para acessar o conteúdo do grupo nos vários dispositivos móveis.

As medidas foram anunciadas em comunicado, pelo diretor-presidente do grupo, Francisco Mesquita Neto. “As ações são imprescindíveis para a competitividade da nossa marca e seu lugar no futuro das mídias”, afirmou.

Como parte da reestruturação, houve 25 demissões ontem e outras 15 estão previstas.

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