Veja é contra o PT, diz Lula

Folha de S. Paulo

‘Veja’ foi ‘panfleto da campanha de Aécio’, afirma Lula em vídeo

Petista diz que revista ‘odeia o PT’ e ‘se definiu ideologicamente’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a edição da revista “Veja” publicada na semana passada, em que são atribuídas declarações ao doleiro Alberto Youssef dando conta de que ele e a presidente Dilma Rousseff (PT) sabiam do esquema de corrupção na Petrobras, foi um “panfleto da campanha de Aécio [Neves]”.

“A Veja’ se definiu ideologicamente já há muito tempo. Ela odeia o PT, ela odeia os governos do PT”, diz Lula, usando uma camisa com a estrela do partido, em vídeo divulgado na quinta (30) pelo instituto que leva seu nome.

“Eu vi essa [edição da] revista como um panfleto da campanha do Aécio. Talvez o melhor panfleto da campanha do Aécio”, completou o ex-presidente petista.

A agonia da Abril

Diário do Centro do Mundo

Paulo Nogueira

Ao contrário de outras crises da mídia impressa, desta vez o caso é terminal.

capa-revista-veja-1A comunidade jornalística está em estado de choque pela carnificina editorial ocorrida na Editora Abril.

Mas eis uma agonia anunciada.

Revistas – a mídia que fez a grandeza da Abril – estão tecnicamente mortas, assassinadas pela internet.

Os leitores somem em alta velocidade. Quando você vê alguém lendo revistas (ou jornal) num bar ou restaurante, repare na idade.

Jovens estão com seus celulares ou tablets conectados no noticiário em tempo real.

Perdidos os usuários, foi-se também a publicidade. Em países como Inglaterra e Estados Unidos, a mídia digital já deixou a mídia impressa muito para trás em faturamento publicitário.

E no Brasil, ainda que numa velocidade menor, o quadro é exatamente o mesmo. Que anunciante quer vincular sua marca a um produto obsoleto, consumido por pessoas “maduras”.

Apenas para lembrar, no mundo das revistas, nunca, em lugar nenhum, funcionou publicitariamente revista para o público “maduro”.

Sucessivas revistas para mulheres “de meia idade” em diversos países fracassaram à míngua de anúncios. O anunciante quer o jovem no auge do consumo. É um fato.

Crises as editoras de revistas enfrentaram muitas. Mas esta é diferente. Desta vez, o caso é terminal.

Antes, e eu vivi várias crises em meus anos de Abril, você sabia que uma hora a borrasca ia passar.

Agora, você olha para a frente e observa apenas o cemitério.

Sobrarão, no futuro, algumas revistas – mas poucas, e de circulação restrita porque serão um hábito quase tão extravagante quanto se movimentar em carruagem.

Na agonia, o que companhias como a Abril farão é seguir a cartilha clássica: tentar extrair o máximo de leite da vaca destinada a morrer.

Para isso, você enxuga as redações, corta os borderôs, piora o papel, diminui as páginas editoriais e, se possível, aumenta o preço.

É uma lógica que vale mesmo para títulos como Veja e Exame, os mais fortes da Abril. Foi demitido, por exemplo, o correspondente da Veja em Nova York, André Petry.

Grandes revistas da Abril, como a Quatro Rodas, passaram agora a não ter mais diretor de redação.

Em breve deixará de fazer sentido uma empresa que encolhe ficar num prédio como o que a Abril ocupa na Marginal do Pinheiros, cujo aluguel é calculado entre 1 e 2 milhões de reais por mês.

É inevitável, neste processo, que a empresa perca o poder de atrair talentos. Quem quer trabalhar num ramo em extinção?

Os funcionários mais ousados tratarão de sair, em busca de carreiras em setores que florescem.

Ao contrário de crises anteriores para a mídia impressa, esta é, simplesmente, terminal.

Corre o boato de que a empresa será vendida. Mas quem compra uma editora de revistas a esta altura? Recentemente, no Reino Unido, correu o boato de que o proprietário dos títulos Evening Standard e Independent estaria vendendo seus jornais. Numa entrevista, isso lhe foi perguntado por um jornalista. “Mas quem está comprando jornais?”, devolveu ele.

É um cenário desolador – e não só para a Abril como, de um modo geral, para toda a mídia tradicional, incluída a televisão.

A internet é uma mídia que se classifica como disruptora: ela simplesmente mata. O futuro da tevê está muito mais na Netflix ou no Youtube do que na Globo.

As empresas de mídia estão buscando alternativas para sobreviver. A News Corp, de Murdoch, separou recentemente suas divisões de entretenimento e de mídia, para que a segunda não contamine a primeira.

A própria Abril vai saindo das revistas e tentando um lugar ao sol na educação.

Mas escolas – supondo que a Abril supere o problema dramático de imagem da Veja, pois isso vai levar muitos pais a recusar dar a seus filhos uma educação suspeita de contaminação pela Veja – não dão prestígio e nem dinheiro como as revistas deram ao longo de tantos anos.

Isso quer dizer que a Abril luta pela vida. Mas uma vida muito menos influente e glamorosa do que a que teve sob Victor Civita, primeiro, e Roberto Civita, depois.

***

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Triste realidade das revistas

Observatório da Imprensa

Por Mauro Malin em 08/06/2013

Circulação das revistas em queda

O Grupo Abril anunciou na sexta-feira (7/6) uma série de demissões. Segundo a publicação Meio & Mensagem, “cerca de 70 cargos, a maioria de executivos, foram cortados” (leia aqui). A Meio & Mensagem informa que a lista de “produtos a serem descontinuados” (passe a linguagem) será divulgada a partir de segunda-feira (10/6).

As decisões da empresa não têm relação aparente com a morte de Roberto Civita, em 26 de maio. São decisões tomadas diante da realidade dos fatos do mercado editorial e publicitário. De acordo com dados publicados pelo IVC, a situação das revistas do Grupo Abril não é confortável. Seu carro-chefe, a Veja, estacionou num patamar aquém de 1.100.000 exemplares. Na verdade, entre 2010 e 2012 a circulação média por edição da revista caiu 1,35% (de 1.086.200 para 1.071.500).

Entre 23 títulos da editora com circulação média acima de 100 mil exemplares, apenas cinco cresceram: Caras, Mundo EstranhoQuatro RodasTititi e Minha Novela. As demais 18 revistas situadas nesse patamar de tiragem ficaram estagnadas ou reduziram consideravelmente a circulação. Não há correlação necessária entre queda do faturamento e queda da circulação, porque medidas de economia podem ter sido tomadas a tempo de evitar prejuízos, mas o fato é que a participação das revistas no bolo nacional de publicidade cai ano a ano.

Os casos mais dramáticos da Abril, do ponto de vista da circulação (que se reflete no custo por mil dos anúncios, nove fora os descontos, às vezes monumentais), são os da Playboy (de 221,7 mil para 136,3 mil, perda equivalente a 38,52%), da Capricho (-30,2%), da Info Exame (-22,73%), da Nova Escola (-16,83%), da Exame (-16,1%) e da Superinteressante (-11,2%). Três importantes revistas femininas do grupo também perderam circulação: Claudia (-7,1%; trata-se de uma publicação que roda em torno de 400 mil exemplares), Nova (-9,1%; na faixa de 240 mil/218 mil) e AnaMaria (-9,5%, 229 mil/207 mil).

Editora Globo

Não é mais fácil a vida da Editora Globo. A Época caiu (sempre de 2010 a 2012, circulação média, segundo o IVC) de 408 mil para 389 mil (-4,5%), a Marie Claire, de 206,2 mil para 182,7 (-11,4%), e a Galileu, de 149 mil para 127 mil (-15%). Das demais revistas das Organizações Globo que tiram perto ou mais de 100 mil exemplares, Pequenas Empresas, Grandes Negócios está parada na faixa de 105 mil, Casa e Jardim aumentou de 120,2 mil para 124,4 (+ 3,5%) e AutoEsporte, de 103,9 mil para 109,7 mil (+ 5,6%). A revista Quem recuou de 110,3 mil para 83,2 mil (-24,5%).

Governo boliviano acusa senador de oposição de plantar notícia na Veja

VIOMUNDO

Veja é considerada um “fenômeno” dentro do jornalismo latino-americano pela forma como apresenta suas reportagens, em sua opinião, “escandalosos e sem nenhuma base ou rigor jornalístico. Segundo ela, a ”Veja é o modelo e o exemplo de antijornalismo, de como se pode escrever sem nenhuma fonte.”

O governo boliviano anunciou nesta segunda-feira (09/07) que processará a revista Veja, após texto da publicação apontar suposto envolvimento do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, com um narcotraficante brasileiro. A revista brasileira indicou — baseada em relatórios de inteligência da polícia boliviana não identificados — que o criminoso havia se reunido com Quintana em 2010 na cidade boliviana de Santa Cruz (leste) quando este era diretor da Ademaf.

“O governo anunciou a sua decisão de processar a revista Veja para que prove as afirmações contidas em um artigo que consideramos difamantes contra autoridades do governo”, afirmou a ministra de Comunicação, Amanda Dávila, segundo o portal de notícias governamental ABI (Agência Boliviana  de Informação).

“Será aberto um processo penal contra a revista pela forma insidiosa e  infame com que publicou um artigo que não tem pé nem cabeça, que se baseia em um suposto informe da polícia, mas que na realidade foi orquestrado por Roger Pinto (senador opositor) e todos seus apoios no Brasil”, completou a ministra.

O Ministério da Comunicação ressaltou que a Veja publicou um artigo que “envolve o ministro da Presidência boliviana, Juan Ramón Quintana, e a diretora da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças (Ademaf) em Beni, Jessica Jordán, com o narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho”.

A ministra ainda comentou que a Veja é considerada um “fenômeno” dentro do jornalismo latino-americano pela forma como apresenta suas reportagens, em sua opinião, “escandalosos e sem nenhuma base ou rigor jornalístico. Segundo ela, a ”Veja é o modelo e o exemplo de antijornalismo, de como se pode escrever sem nenhuma fonte.”

Quintana, colaborador próximo do presidente Evo Morales, até agora não fez comentários a respeito. Segundo dados das Nações Unidas, a Bolívia é o terceiro produtor mundial de cocaína, depois de Peru e Colômbia, e boa parte de sua produção chega aos mercados brasileiros e europeus.

Bolívia pretende processar Veja

Pragmatismo Político

Bolívia processará revista Veja por reportagem sobre drogas. Governo boliviano exige que a revista prove todas as afirmações contidas na polêmica matéria

bolívia vejaO governo boliviano anunciou nesta segunda-feira que processará a revista Veja, que em uma de suas últimas publicações, reproduzida pela imprensa boliviana, apontou o envolvimento do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, com um narcotraficante brasileiro.

“O governo anunciou a sua decisão de processar a revista Veja para que prove as afirmações contidas em um artigo que consideramos infamantes contra autoridades do governo”, afirmou a ministra de Comunicação, Amanda Dávila, segundo o portal de notícias governamental.

O Ministério da Comunicação ressaltou que a Veja publicou um artigo que “envolve o ministro da Presidência boliviana, Juan Ramón Quintana, e a diretora da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças (Ademaf) em Beni, Jessica Jordán, com o convicto narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho”.

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