Emissoras públicas declaram apoio à continuidade da TV Brasil

Agência Brasil/Edição: Fábio Massalli A Rede Nacional de Comunicação Pública, que reúne 16 emissoras públicas estaduais de TV, publicou uma nota pública manifestando apoio da entidade à continuidade da TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A decisão de escrever a nota foi tomada durante uma reunião mensal que as emissoras fazem para falar de programação e tratar da troca de conteúdos.

A EBC é uma empresa pública que, além da TV Brasil, é gestora da TV Brasil Internacional, daNBR, de oito emissoras de rádio, da Agência Brasil e da Radioagência.

A  Rede Nacional de Comunicação Pública diz que a “ameaça de suspensão da TV Brasil é gravíssima”. “A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais é fornecida dela”, diz a nota.

Segue a íntegra da nota pública da  Rede Nacional de Comunicação Pública

Por uma comunicação pública forte, comprometida com o cidadão e a democracia

Reunidas em Brasília, as emissoras públicas estaduais de TV que compõem a Rede Nacional de Comunicação Pública manifestam seu total apoio à continuidade da operação da TV Brasil, fundamental para o cumprimento do princípio de complementariedade de sistemas de televisão definido pela Constituição Federal. A ameaça de suspensão das atividades da TV Brasil é gravíssima. Configuraria um duro ataque à liberdade de imprensa e de expressão e uma violação a um dos direitos humanos fundamentais reconhecidos pelas Nações Unidas.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nave-mãe da TV Brasil, da TV Brasil Internacional, da NBR, de oito emissoras de rádio e uma agência de notícias, foi inaugurada em 2007 com a missão de avançar na concretização dos artigos da Constituição relativos à comunicação –que seguem sem regulamentação, na sua quase totalidade, 28 anos depois de promulgada a Carta Magna.

A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais provém dela. Na prática, a rede pública de televisão é o único meio de circulação de informação gratuita qualificada sobre fatos ocorridos para além do eixo Rio-São Paulo, onde se concentram as grandes redes de TV comerciais. É por meio da rede pública, a partir da TV Brasil, que a sociedade brasileira enxerga melhor a diversidade de temas, personagens, realidades e culturas regionais –o que demarca com clareza os diferentes papéis da TV pública e da TV comercial.

Da mesma forma, é importante acentuar a distinção entre uma TV pública como a TV Brasil e um canal estatal –caso da NBR, responsável pela comunicação governamental do Poder Executivo Federal. Essenciais para a defesa de uma democracia saudável, TV Brasil e NBR precisam demarcar com cada vez mais clareza seus diferentes papéis, que serão melhor cumpridos quanto maior for a separação de estruturas. equipes e conteúdos.

A lei que cria a TV Brasil oferece também um importante mecanismo de fomento à radiodifusão pública, por meio da única fonte de financiamento existente para o setor. A Contribuição para o Fomento à Radiodifusão Pública precisa ser regulamentada urgentemente, para que se possa escoar os R$ 2,7 bilhões arrecadados desde 2009 entre as TVs e as rádios do campo público.

As emissoras abaixo assinadas reafirmam, portanto, a importância da preservação do caráter público da TV Brasil e do fortalecimento da Rede Nacional de Comunicação Pública, essenciais para a garantia dos direitos à informação, à comunicação e à liberdade de expressão. O que se constitui como instrumento indispensável para a afirmação de uma comunicação voltada aos interesses do cidadão, que contribua para a consolidação da jovem democracia brasileira.

TV Aldeia (Acre)
TV Antares (Piauí)
TV Aperipê (Sergipe)
TV Ceará
TV Cultura do Amazonas
TV Pernambuco
TV UFB (Paraíba)
TV UFSC
TV UFG (Goiás)
TV Universitária do Recife
TV Universitária (Rio Grande do Norte)
TVE Alagoas
TVE Bahia
TVE Tocantins
TVT (São Paulo)
Rede Minas

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Cobertura política da Copa América 2016

nodebate – Já se falou tanto, em tempos passados, sobre a vinculação do futebol da seleção brasileira na política, que virou música e propaganda em diversos meios de comunicação – Lembrar os “70 neles Brasil!” – “Gritar um grito novo, o grito do povo”.  Para muitos pensadores isso não se materializa na realidade atual. Parece mesmo fato.

Imagem – SporTV

 

Alguns pontos, no entanto, valem observar, como a pouca visibilidade à Copa América, nos tradicionais veículos de comunicação, sobretudo na televisão e depois da derrota do selecionado brasileiro. Campeonato disputado nos Estados Unidos, em comemoração ao centenário do evento – não podia ser mais simbólico para a região. Os canais pagos ficaram com a missão de trazer a cobertura para o Brasil, mas com pouca discussão nos telejornais nas redes abertas, na reta final das disputas.

Uma resposta pode ser em forma de pergunta: pode-se aventar que, diante de uma crise política no Brasil uma derrota do símbolo brasileiro importante, pode refletir no mandatário de plantão, ainda mais interino, como é o caso de Michel Temer (PMDB), gerar pessimismo em um país em crise? Lembrando que o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) não está inteiramente resolvido no Senado Federal.

Nas próprias coberturas da televisão com imagens geradas pelos Estados Unidos, devemos observar que há condescendência para algumas equipes em detrimento de outras. O enquadramento de imagens está longe de equidade entre os selecionados latino-americanos, de modo que a vitória e entrevistas de jogadores não recebem a mesma atenção. Apesar de avaliar o calor da torcida, importante entender a necessidade de repetição do foco insistente para determinadas equipes.

Nos meios de comunicação brasileiros permanecem a importância para o futebol europeu, com destaque para a Eurocopa – campeonato disputado entre seleções ao mesmo tempo que a Copa América – e menos visibilidade para as “pobres equipes” latino-americanas. Embora, seja necessário observar que a Argentina não deixou por menos e goleou o time de Tio Sam, na noite desta terça-feira (21), no Texas, para nada menos que 4 a 0, numa partida que a equipe do país norte-americanos sequer chutaram a gol.

Nem tudo é somente futebol, no mundo da política e economia, mas a América Latina tem seus valores com sua cultura e esporte apresentando-se mundo afora, com glorias.

Chatôs do Brasil

nodebate – O filme “Chatô, O Rei do Brasil”, produzido pelo cineasta Guilherme Fontes, realmente é digno de elogio e respeito pela produção. O diretor conseguiu descrever uma personalidade enigmática, demonstrando as várias fases do maior empresário de comunicação do Brasil. Além do mais, traz para a película tiradas sobre a realidade política e cultural das mídias contemporâneas.

Necessário, no entanto, ressaltar o trabalho do jornalista Fernando Morais, que se esmerou em pesquisa que resultou na publicação do livro biográfico, o qual deu origem ao filme brasileiro.

Não há dúvida, parece dizer o diretor, que as críticas feitas a Chateaubriand podem ser direcionadas a outros donos dos meios de comunicação, sobretudo das mídias tradicionais brasileiras. O reconhecimento pela ousadia de produzir notícias, informações, mas que usa sem limites a manipulação para formação da opinião pública, sem ética, no sentido de organizar o poder em torno de interesses particulares.

Talvez seja mesmo mera semelhança sobre o caso impeachment, com grupos fortes de empresários da comunicação, reproduzindo, uma mesma linha de pensamento, em vários veículos, inclusive no interior do Brasil.

Efetivamente, não somente, pois nesta discussão está um modelo de Cultura midiática estabelecida para o Brasil, com uma dinâmica dos países “civilizados”, não os “primitivos contemporâneos” da América Latina. Por vezes pode ser um exagero, mas se tornou um estereótipo, que merece entendimento.

De fato, como fez questão de destacar, Guilherme Fontes, no seu filme, o estrangeirismo não ocorreu com Chateaubriand no comando de suas várias mídias. Isso em decorrência do seu nacionalismo e críticas aos Estados Unidos e afortunados antidemocráticos que atuam no Brasil.

Pela mídia entra e sai da história Getúlio Vargas; sai de cena Chateaubriand. Contudo, há os seus herdeiros no papel de algozes e vítimas, cuja dinâmica social se percebe na busca pelo poder, insistentemente.

Sinal de crise na

Folha de S. Paulo/Outro Canal

KEILA JIMENEZGlobo

Vive turbilhão de mudanças em dois anos

O samba do crioulo doido. A expressão é sinônimo do clima vivido por funcionários e artistas da Globo atualmente, com tantos abalos sísmicos na programação e na direção do canal de uns tempos para cá.

Nem o SBT, nos nada saudosos tempos de reviravoltas constantes em sua grade de atrações, mudou tanto como a Globo nos últimos dois anos. Nunca na história da rede tantos diretores foram dispensados e aposentados quase simultaneamente.

Também nunca houve tantas alterações na bancada dos noticiários do canal, com trocas em curto espaço de tempo envolvendo clássicos como “Fantástico”. Há também formatos que viraram mutantes ambulantes, como o “Vídeo Show”, que pode voltar para as mãos de Boninho. Isso sem falar da audiência, que segue batendo recordes negativos mesmo com os bons ventos da Copa.

Em 2015, quando completará 50 anos no ar, a Globo passará novamente por uma grande sacudida, com a divisão de poderes deixados por Manoel Martins, que sairá do cargo de diretor de entretenimento do canal. Os diretores sobreviventes já estão se engalfinhando, cada um por sua fatia do bolo de Martins, que envolve a linha de shows e dramaturgia. O cinquentenário promete.

Televisão

Rede Social – Fernanda Pandolfi

Patrícia Poeta fala com exclusividade de boatos sobre sua vida pessoal

Patrícia Poeta deixará a bancada do Jornal Nacional em novembro TV Globo/DivulgaçãoQue a boataria do mundo virtual não tem limites, a gente sabe. Alvo frequente dos sites de fofoca, a jornalista Patrícia Poeta comentou à coluna que já está acostumada a ver seu nome na internet envolvido em alguma história distorcida, ou que não faz sentido.

A mais recente afirmava que a apresentadora do Jornal Nacional teria investido R$ 23 milhões em um apartamento no Rio de Janeiro. Bem-humorada, reforçou:

Patricia Poeta

— Tem semana que dizem que eu comprei mansão na praia. Na semana seguinte, a mansão muda de lugar e é em outro bairro. Mês sim mês não, inventam que eu me separei. Acho tudo uma loucura. O fato é que eu moro no mesmo apartamento há 10 anos, trabalho na mesma emissora há 15 e estou casada e feliz há mais de 14 anos com o mesmo marido.

Punto e basta.

Esta não é boato: foi confirmado pela assessoria da Rede Globo que a gaúcha deixará a bancada do Jornal Nacional no dia 3 de novembro para apresentar uma atração voltada para o entretenimento. Renata Vasconcellos deve deixar o Fantástico e assumir a posição ao lado de William Bonner. Por sua vez, Poliana Abritta, que já vinha se destacando também no jornalismo da emissora, passa a apresentar a atração dos domingos à noite.

Ibope aumenta a amostra e só a Globo perde audiência

Folha de S. Paulo

KEILA JIMENEZ

A Globo não deve estar feliz com as recentes mudanças na amostra de audiência do Ibope. O instituto intensificou neste ano o aumento no número de domicílios participantes da medição de audiência em TV. As mudanças na pesquisa, mais acentuadas em São Paulo, coincidem com a queda de audiência da Globo no ano, o único canal a perder público na região.

Em São Paulo, o número de domicílios com peoplemeter (aparelhos que aferem audiência) passou de 800 (dezembro/2013) para 930 (janeiro) e deve chegar a mil neste mês. É justamente nesta região que a Globo perdeu 8% de seu público, passando de 14,3 pontos (média diária de janeiro) para 13,1 (média diária de abril). Cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande São Paulo.

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Apresentadora se manifesta após comentário polêmico

A apresentadora do SBT Rachel Sheherazade se manifestou sobre a polêmica causada após se manifestar a favor de jovens que prenderam um suposto assaltante em um poste, no Rio de Janeiro. Sheherazade se declarou uma crítica da violência e afirmou que foi clara ao expor sua opinião.

“Eu defendi o direito da população em se defender quando o Estado é omisso. Não se pode confundir isso com a violência pela violência”, disse.

As declarações da apresentadora ganharam muita repercursão na última semana, tendo sido alvo de opiniões extremistas de defensores e acusadores de seu ponto de vista. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética daquela entidade chegaram a divulgar uma nota de repúdio contra a “grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros” representada pelas declarações de Rachel no Jornal do SBT.

Ao se explicar, a apresentadora quis esclarecer que defende pessoas de bem que, segundo ela, foram abandonadas à própria sorte pelo Estado. Ela declarou ainda que suas palavras foram muito claras que e nenhuma pessoa de bom senso defenderia os atos de violência que a acusaram de defender.

“Eu defendo a paz, o bem e a segurança”, concluiu.

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Declaração que motivou o debate

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Carta Capital

Sindicato dos Jornalistas

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